VPN - WireGuard - Porquê e Como
Configuração de uma VPN com WireGuard no Raspberry Pi 5
Nos últimos tempos decidi configurar uma VPN pessoal no meu Raspberry Pi 5, com o objetivo de poder aceder remotamente à minha rede local e a outros serviços que tenho instalados ou que possa vir a instalar no futuro. O processo revelou-se uma excelente forma de aprofundar o conhecimento sobre redes, segurança e automação.
Objetivos principais
- Aceder à internet de forma segura quando estou fora de casa, utilizando a minha VPN para navegar em sites públicos — como bancos ou outros serviços importantes — em vez de depender de redes Wi-Fi públicas ou da rede móvel.
- Aceder a aplicações auto-hospedadas, como o NextCloud e o Home Assistant, que mantenho no meu servidor e que não estão expostas publicamente. (Em breve irei publicar artigos dedicados a ambas, explicando o meu percurso com esses serviços.)
Ter um domínio próprio obtido para iniciar este hobby facilitou bastante, uma vez que é recomendado na configuração de uma VPN caseira.
Instalação e configuração
A configuração foi relativamente simples, mas permitiu-me compreender melhor a estrutura e o funcionamento de uma rede privada virtual. Ainda há muito a aprender, principalmente se pretender escalar — não é o caso para já.
Principais passos:
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Execução via Docker
Optei por utilizar Docker para alojar o WireGuard, garantindo que o serviço é iniciado automaticamente sempre que o servidor é ligado.
Odocker-compose.ymlfoi configurado com a imagem do LinuxServer.io, pela sua estabilidade e facilidade de gestão. -
Abertura de portas no router
Foi necessário abrir a porta UDP configurada para o WireGuard, de modo a permitir a ligação externa segura ao servidor. -
Integração com Cloudflare DDNS
Como não possuo IP fixo, configurei um subdomínio dedicado e utilizei o serviço Cloudflare DDNS para manter o registo DNS sempre atualizado.
Assim, se o IP do meu provedor de internet mudar, o endereço da VPN continua acessível sem qualquer intervenção manual.
Ligação e utilização
Por fim, bastou instalar a aplicação WireGuard no telemóvel e importar as credenciais geradas durante a instalação.
A configuração resumiu-se a:
- Interface
- Servidor DNS
- Porta em escuta
- Chave pública (associada à chave privada criada no servidor)
Com isso, consigo agora aceder de forma segura e prática à minha rede local e aos serviços internos, onde quer que esteja.
Conclusão
Esta experiência foi não só útil do ponto de vista prático, mas também uma ótima forma de iniciar a aprendizagem sobre redes, containers e segurança digital.
A utilização de Docker, a integração com o Cloudflare e a simplicidade do WireGuard tornam esta uma solução leve, eficiente e fiável para qualquer entusiasta de tecnologia.